Eis que chega até mim através da Heavy Metal Rock o mais novo lançamento dos cariocas do Mysteriis. Banda esta que já acompanho a algum tempo, mais precisamente desde 1999, quando conheci o clássico "About the Christian Despair", a partir de então busquei mais informações sobre a banda, até o lançamento em 2000 do EP "Fucking in the Name of God" que para mim foi uma certa decepção, não que este EP seja ruim, mas, após o primeiro álbum eu esperava algo maior e melhor.
Agora, essa grande banda ressurge com seu novo trabalho intitulado "Hellsurrection", nome perfeito para marcar o retorno desta que é uma das bandas mais tradicionais da cena nacional.
Vamos agora falar desse novo trabalho. Comecemos pela arte gráfica, a arte de capa ficou muito bem trabalhada e blasfêmica, na linha do primeiro álbum "About the Christian Despair" bem trabalhada com tons de vermelho, mas, nesse novo álbum a cruz está invertida e a imagem de cristo está sendo partida ao meio ao invés de queimada como no "About the Christian Despair". A parte de traz também nos mesmos tons tem o nome das musicas e foto dos quatro membros da banda. O ponto fraco da arte é a arte no interior do encarte, onde o mesmo é escuro, com as letras das musicas um pouco pequenas e as imagens de fundo pouco definidas.
Falemos agora do som. Esse álbum mostra o retorno à verdadeira essência do Mysteriis, com um som bem trabalhado, um vocal muito foda e sabendo dosar muito bem as partes arrastadas e os teclados muito bem encaixados e sem exageros, ou seja, na dosagem certa.
A primeira musica ”Hellsurrection” é uma introdução toda no teclado, que prepara muito bem o ambiente bem sombrio para o que está por vir.
A segunda musica é a “Nazarene Shall Fall”, que já começa direto com guitarras, baixo e bateria, até a entrada do vocal muito rasgado e agudo, na linha da velha escola do Black Metal. Um ótimo trabalho das guitarras, fazendo bem a harmonia do som e com solo bem trabalhado.
A próxima musica, para mim, é a melhor do álbum, intitulada “Hell Hath No Limits” inicia com uma base bem cadenciada com influências Thrash Metal e fica assim um bom tempo, até cair completamente o tempo e entrar uma base perfeita, que casa muito bem um rif arrastado com o teclado e retornando a parte rápida.
A quarta musica “Ave Mysteriis II” inicia com sinos, teclado e depois entra a bateria, fazendo um som bem fúnebre, lento e trabalhado, até quando entra a guitarra e vocal bem cadenciado, puxando logo depois para a parte rápida. Até no final da musica cair para uma parte arrastada, onde retorna o teclado até o final da faixa.
A próxima musica “66 Infernal Legions” é a mais arrastada do álbum e com participação de Thomas Backelin (Lorde Belial) nos vocais, inicia-se com vocais limpos, porém bem fúnebres e teclado, com forte influência da linha Black Metal Depressive, com vocais agonizantes, alternando bases arrastadas e cadenciadas. A musica fica mais rápida apenas após 3:00 de faixa, mas, aos 3:40 aproximadamente volta a ficar mais arrastada e fica assim até praticamente o final. Grande destaque para o trabalho nos vocais desta faixa.
Na faixa “Torment On The Tomb Of Christ” destaque para a bateria, que não se destaca pela velocidade, mas sim pela técnica e encaixe perfeito das viradas com o bumbo duplo. Mas essa é uma faixa de pouco destaque no álbum. Tendo um tempo um pouco repetitivo, o que a torna um pouco chata de se ouvir. Esta musica conta com a participação de Lord Kaiaphas (Ex-Ancient) nos vocais.
A sétima musica do álbum “Vadican Decays” com grande influência do metal norueguês do final da década de 90, com bateria com bases e bateria bem marcante ao estilo de bandas tradicionais como Dark Throne e Satyricon. Nesta musica não há presença do teclado, exceto no momento do pequeno solo de teclado e com destaque para o refrão que é cantado o nome da musica. Um vocal realmente muito bem encaixado. Esta musica também segue a linha da faixa A.N.U.S da horda paulista Imperium Infernale.
A oitava musica “Heavens Monotony” também bem arrastada, mas é uma faixa que não se destaca muito em meio as outras.
“Temple of Disease” é a penúltima faixa do álbum, começa com uma base se fundo e outra marcando junto com a bateria, até entrar a parte rápida junto com um rasgado. Esta faixa destaca-se mais pelo trabalho da segunda guitarra, onde em quanto os demais instrumentos fazem um som rápido ela faz uma ótima harmonia de fundo o que não deixa o som ficar embolado mesmo nas partes mais rápidas, até que aos 2:20 de musica o tempo cai completamente, fazendo uma atmosfera muito foda e sombria, quando aos 2:49 um grito de “huuurr” dá início a base mais cadenciada com influências do metal norueguês assim como na faixa “Vadican Decays”.
Finalizando o álbum a faixa “Profecia (Outro)” apenas com vocal e teclado, participação de Triumphsword (Patria). Esta é a musica perfeitamente sombria e que faz o desfecho perfeito para o álbum, mas, devido à altura do teclado fica um pouco difícil de entender o texto, mas completamente possível se for acompanhado pelo encarte. Destaque para o ótimo texto.
No geral esse é um ótimo álbum, altamente recomendado para quem gosta de metal nacional de ótima qualidade, extremo e muito bem trabalhado. Simplesmente um retorno triunfal para uma das grandes hordas na cena brasileira. Hail Mysteriis!!!!
O ponto fraco é que praticamente não nota-se a presença do baixo.
Texto: Matheus Guerra
Selo de distribuição Heavy Metal Rock
Nota: 8,5
“As chamas de nossa ressurreição queimarão suas palavras sagradas...”
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Membros:
Malphas – Bateria
Agramon – Guitarra e Baixo
Agares – Vocais
Mantus – Guitarra
Playlist:
1.
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Hellsurrection
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01:51
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instrumental
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Nazarene Shall Fall
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04:16
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Hall Hath No Limits
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03:24
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Ave Mysteriis II-The Second Coming
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04:28
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66 Infernal Legions
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05:13
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Torment on the Tomb of Christ
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04:18
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Vatican Decays
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04:54
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Heaven's Monotony
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04:33
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Temple of Disease
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04:10
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Profecia - Outro
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02:16
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TOTAL
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39:23
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